05 maio 2013

Ansiedade e ataques de pânico


Sentir ansiedade é normal. É uma resposta natural em muitas situações. Enfrentar um teste, uma entrevista de emprego, uma viagem ou um primeiro encontro amoroso são exemplos de situações que podem desencadear ansiedade.

Um estilo de vida desequilibrado pode contribuir para que a ansiedade atinja níveis fora do normal. Medidas simples podem resolver essa desregulação: aliviar uma agenda sobrecarregada, delegar tarefas, pedir ajuda, reservar tempo para relaxar e divertir-se, ter cuidados com a auto-imagem e com a saúde.

Quando a ansiedade não responde a medidas simples como as sugeridas acima e invade vários, ou mesmo todos os aspectos e dimensões da vida quotidiana, afectando a capacidade funcional, estamos perante uma perturbação da ansiedade.

As perturbações da ansiedade são bastante comuns na população portuguesa - ou não fossem os ansiolíticos uma das classes de medicamentos mais vendidas - e o seu espectro é bastante alargado.

Os sintomas são muito variados, uns mais presentes em determinado tipo de perturbação do que outros, e dividem-se em cinco categorias: físicos, cognitivos, comportamentais, interpessoais e afectivos.

Uma das perturbações da ansiedade mais comum é o ataque de pânico.

O ataque de pânico caracteriza-se por um período determinado no qual a pessoa sente desconforto intenso, acompanhado de sintomas que galopam em crescendo, nos quais se incluem:
  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado
  • Suores
  • Estremecimento, tremores
  • Dificuldades respiratórias
  • Sensação de sufoco
  • Desconforto ou dor no peito
  • Náuseas, mau estar abdominal
  • Tonturas, desequilíbrio, sensação de cabeça oca ou de desmaio
  • Sensação de irrealidade ou de estar desligado de si próprio
  • Medo de perder ou controlo ou de enlouquecer
  • Medo de morrer
  • Entorpecimento ou formigueiro
  • Sensação de frio ou de calor

Existem três tipos de ataque de pânico:
  • Inesperado - ocorre espontaneamente, sem sinais prévios
  • Situacional - acontece invariavelmente logo após a exposição a um mesmo estímulo
  • Situacionalmente predisposto - semelhante ao situacional, não ocorre sempre que existe exposição ao estímulo, nem imediatamente após essa exposição
Se tem experimentado alguns dos sintomas físicos descritos acima, considere fazer um check up. O seu médico de família pode ajudá-lo a despistar causas médicas para esses sintomas, tais como problemas de tiróide, hipoglicemia ou asma.

Se o check up se revelar incapaz de explicar os sintomas, procure um psicólogo. Ele pode ajuda-lo a perceber e a interpretar o seus sintomas. 

Não se auto-diagnostique. Um bom profissional pode diagnosticá-lo com segurança, ajudá-lo a encontrar as causas e o tratamento adequado para o seu problema.

Pode, no entanto, tomar algumas medidas que o ajudarão a abordar o problema:
  1. Anote todas as suas preocupações. Não importa se o faz num guardanapo ou hi-phone.
  2. Reserve um período do dia para se concentrar nas suas preocupações: são os seus 10 minutos de ansiedade
  3. Aceite que não pode controlar tudo o tempo todo
  4. Experimente algumas técnicas de relaxamento e adopte uma. Meditação, yoga e exercícios respiratórios são alguns exemplos
  5. Adopte hábitos alimentares saudáveis e equilibrados
  6. Reduza o consumo de álcool e de tabaco
  7. Faça exercício físico com regularidade
  8. Durma o suficiente
A ansiedade e os ataques de pânico podem ser altamente limitadores. Não perca qualidade de vida. Se não conseguir Virar a Página sozinho, peça ajuda!


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