04 maio 2013

Inveja

A inveja tem má fama mas, não tem de ser exactamente assim. Aprenda a usá-la a seu favor!

Já se sentiu alvo de inveja? A maioria das pessoas dirá que sim.

Mais difícil será admitir que já invejamos.

A inveja é um instinto primário de preservação. De nós próprios, da nossa família e do que possuímos.

Temos a tendência de nos medirmos, comparando-nos com os outros. Quando essa avaliação não nos é favorável, quando nos sub-avaliamos, abrimos caminho à inveja. E como associamos essa emoção à sub-avaliação que fazemos de nós próprios, considera-mo-la má e feia.

Podemos controlar a inveja fazendo alguns ajustes: baixar a avaliação que fazemos do outro, elevar a nossa auto-avaliação ou, fazer ambas as coisas.

Quando essa regulação falha, quando ficamos realmente afectados e descontentes com o sucesso do outro e nos sentimos inferiorizados em relação a ele, temos duas opções:
  • Diminui-lo, de modo a sobressairmos
  • Querer ser tão bom e ter tanto sucesso quanto ele e, colocar empenho nisso

Qual das duas opções lhe parece mais construtiva e reveladora de maior maturidade?

Da próxima vez que sentir inveja, tome consciência disso e aceite-o. 

Use essa emoção a seu favor: admire a capacidade que o outro tem para possuir o que você deseja e utilize essa admiração e atracção como alavancas para o seu sucesso. Pergunte-se:
  1. O que é que eu posso aprender dele, do seu percurso e sucesso, que possa ser aplicado a mim?
  2. Como é que posso subir de nível no meu próprio jogo, usando as estratégias dele?
  3. Coloquei a minha fasquia no lugar certo? Estou a celebrar as minhas conquistas?
Se formos capazes de identificar, nomear, aceitar e assumir as nossas emoções, sejam elas quais forem, podemos aprender muito com elas.

Que lições é que a inveja já lhe ensinou?








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